Vamos falar sobre família?

Posted on 2 CommentsPosted in teste

Definição de família (Houaiss)-2

 

Recentemente fiz uma pesquisa na internet sobre o tema: novas formas de famílias. E encontrei muito material, entre eles um artigo que gostei bastante (link no final) pois além de uma visão histórica toca em assuntos que são importantes.  Neste texto procurarei articular alguns pontos que chamaram minha atenção e também articulá-los com a minha vivência na escuta e interação com as famílias.

 

Você sabia que a palavra família vem do latin  famulus e que significa “escravo doméstico”?  Esse terno foi criado na Roma Antiga para servir de base para designação do grupos que eram submetidos a escravidão agrícola. 1

 

 Claro que ao passar do tempo esse entendimento foi deixado de lado e os princípios à afetividade e aos laços sanguíneos foram se tornando mais fortes e se transformaram na base familiar. 1

 

Um ponto interessante na evolução do conceito de família se refere a união estável, que, ao meu entendimento, refletiu na expansão da definição do conceito família. 1

 

A ideia da união estável foi reapreciar vínculos afetivos que não necessariamente estariam sendo reconhecidos pelo casamento, e baseia-se em convivência, em respeito, harmonia. 1

 

Observou-se que o casamento deixou de ser um requisito para a formação da família, uma vez que aquela família patriarcal carregada pelos nossos ancestrais onde o “Pai” era o administrador e a mãe colocada como a guardiã do lar, perdeu completamente essa visão limitada. 1

 

O conceito de família foi abrangido, não tendo mais um caráter limitado. A família passa a ser compreendida como entidade socioafetiva que tem o dever de afeto e cooperação entre seus membros.2

 

Isso me fez relembrar algo que aprendi ainda na graduação: que a família é a primeira forma de sociedade a qual a criança se insere, logo após ao nascer.

 

Essa ideia também já era difundida por um psicanalista e pediatra britânico 3 há tempos.

 

                       “Quando dizemos que a família é o primeiro agrupamento, estamos falando muito naturalmente em termos do crescimento do indivíduo.” WINNICOTT, 2011.

 

Em outras palavras, é na família onde as primeiras noções de regras são apresentadas às crianças. E neste processo é preciso manter um ambiente seguro para que essa criança possa crescer e se desenvolver. Pois, temos ciência de que:

 

            “O lar da criança é onde podem ocorrer as experiências mais ricas (…) A família é tremendamente valiosa para os jovens     ou adolescentes, especialmente quando ele ou ela ficam completamente aterrorizados a maior parte do tempo, ainda que no âmbito da saúde (..).” WINNICOTT, 2011

 

Afinal, a família é a base central, a unidade indispensável do indivíduo, para sua formação educação e envolvimento harmonioso de respeito e amor com a sociedade.

 

Sabe-se que atualmente vivemos em uma sociedade extremamente ativa. O tempo urge. As responsabilidades são grandes. As pressões sociais intensas. E constituir uma família tem gerado momentos conflituosos para os pais.

 

Questionamentos frequentes: como trabalhar e criar espaço para estar próximo ao meu filho? Já tenho que retornar as minhas atividades, como quem deixo meu filho? Essas e tantas outras perguntas são rotineiras na vida das pessoas que estão constituindo suas famílias contemporaneamente.

 

Em momentos mais conflitantes, é bom saber que existem técnicas que podem ajudar a amenizar o impacto de tantas cobranças.

 

Muitas pessoas têm recorrido a serviços de orientação de pais. Essa orientação aos pais ocorre por meio de sessões cujo foco é uma abordagem mais psicoeducativa onde se privilegia a pessoa e não o problema, zelando pela saúde mental tanto do paciente quanto de seus cuidadores.

 

Lembre-se que cuidar do outros requer um cuidado maior de si.

 

Não construímos nada sozinhos! Neste texto foi utilizado como referência os seguinte artigo/mídias:

  1. MARQUES, Natália Schettine et al.A evolução do conceito de família brasileira.  Retirado dos ANAIS DO SEMINÁRIO CIENTÍFICO DA FACIG. Disponível em: <http://pensaracademico.facig.edu.br/index.php/semiariocientifico/article/view/85>. Acesso em: 11 mar. 2017.
  1. CHANAN, Guilherme Giacomelli. As entidades familiares na Constituição Federal. Revista Brasileira de Direito de Família. Porto Alegre, n. 42. junho/julho 2007, p. 47.
  1. WINNICOTT, Donald Woods. Tudo começa em casa.  ed. São Paulo: WMF Martins Fontes, 2011. 282 p. (Textos de Psicologia). Tradução Paulo Sandler.
  2. Imagem do post criada no Canvas. www.canva.com

Reflexões sobre: redes sociais, felicidades e tristeza.

Posted on Leave a commentPosted in teste
Imagem de internet – fonte: google imagens

 

” […] Verdade, uma ilusão
Vinda do coração
Verdade
Seu nome é mentira.” (Marisa Monte)

 

O trecho da música “Verdade uma ilusão “, de Marisa Monte, me fez refletir que vivemos numa época em que o virtual vem sendo visto como ideal. Mas por trás deste virtual muitas vezes se esconde uma solidão…

 

Pensar desta maneira pode parecer um paradoxo tendo em vista que atualmente as redes sociais nos tornaram escravos da felicidade instantânea.  Estamos vivenciando uma guerra de likes. Quem tem mais curtidas nesta foto? Quantos likes ganharei nesta foto? E assim vai…

 

Trocamos a experiência de vivenciar o momento por simplesmente registrá-lo, nos privando de senti-lo verdadeiramente. E assim vamos, pouco a pouco, perdendo a felicidade em viver.

 

Mas para onde isso vai nos levar? Bem, isso parece não importar uma vez que o foco é mostrar que eu estou feliz. Evidenciar que eu faço parte de algo. Ferramentas que me ajudam a maquiar certas tristezas. Assim como escondo algo debaixo do tapete quando estou cansado para varrer os dissabores que a vida, às vezes, dá de presente.

 

Parece ser muito legal fantasiar em frente uma timeline a vida dos sonhos, assim como os momentos incríveis. Mas deve ser muito difícil quando constatamos que um ideal do Eu não existe. E aí nos damos conta que vivemos muitas vezes uma mentira emocional. E como agir diante disto?

 

Devemos saber pedir ajuda e principalmente ser mais próximos com os nossos sentimentos e não mais afastá-los sem querer compreendê-los.

 

E agora o leitor pode estar pensando: Quanta bobagem. Pensar tudo isso me parece muito triste!

 

E esse tipo de pensamento me faz lembrar: Não posso ser triste! Não posso entristecer. Sentir-se triste é feio. Estou na era da felicidade. Parecemos que somos todos trabalhadores daquela rede de supermercado que só tem espaço para gente feliz…

 

Pobre ser humano… Mal sabe que a felicidade nasce a partir da tristeza. E pior… se a ignorarmos, não a reconheceremos. E chegamos até a adoecer de diversas formas.

 

Compartilho com todos um vídeo que descobri recentemente. Foi produzido pela Organização Mundial da Saúde e tem como título: “Eu tinha um cachorro preto e seu nome era depressão”.

Imagem de Amostra do You Tube

 

Ele nos faz refletir quanto a importância de não nos privamos de sentir. Dos efeitos que a felicidade a qualquer preço pode chegar. E principalmente: sinalizar que jamais devemos pensar que estamos sozinhos.

 

Mas porque escrever sobre redes sociais, felicidades e tristeza?

 

Meu objetivo foi propor uma reflexão de que não estamos mais nos entristecendo.  E quando não tocamos/reconhecemos nossas angústias geramos doenças. Quero falar de depressão como um plano de fundo. Quero, no site, pontuar que viver uma vida vazia não é um bom negócio. Nem todo mundo é tão ativo, bonito e influente quanto sua rede social mostra. E se não temos essa premissa e compramos a ideia da felicidade espontânea estamos entrando numa cilada.

 

” O lugar se faz por meio da adoção de significado no espaço, para isso recorre ao mundo vivido e o cotidiano para traçar essa relação. A ação dessa relação remete-nos a discutir a experiência. Não é possível construir o lugar sem experienciá-lo, apesar da experiência independer do lugar, o lugar depende da experiência para se constituir”. (Suess, 2014)

 

 

Não construímos nada sozinhos! Neste texto foi utilizado como referência os  seguinte artigo/mídias:

 

Marisa Monte performing Verdade, Uma Ilusão. (C) 2014 EMI Records Brasil Ltda, Universal Music Ltda. Disponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=NGeYzX25yFg>. Acesso em: 27 jul. 2016

UM  cachorro preto chamado depressão (dublado). Produção de Organização Mundial da Saúde. 2014. P&B. Tradução postada por Edgard Junior. Disponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=mO-zdIvZUpE>. Acesso em: 27 jun. 2016.

SUESS, Rodrigo Capelle. Corpo, experiência, mundo vivido e cotidiano: uma análise para a construção do conceito de lugar. In: VII CONGRESSO BRASILEIRO DE GEÓGRAFOS, Não use números Romanos ou letras, use somente números Arábicos., 2014, Sao Paulo. Anais do VII CGB ISBN: 97885985339041. Sao Paulo: Associação dos Geógrafos Brasileiros, 2014. p. 0 – 0. Disponível em: <http://www.cbg2014.agb.org.br/resources/anais/1/1404319416_ARQUIVO_trabcgb1.pdf>. Acesso em: 27 jul. 2016.